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Real Madrid renegocia patrocínios o Ter 30 Jun 2009, 11:46
REDAÇÃO
Da Máquina do Esporte, em São Paulo
Depois de desembolsar 158 milhões de euros (R$ 432 milhões) nas contratações de Cristiano Ronaldo e Kaká em plena crise financeira mundial, o Real Madrid tentará equilibrar as contas renegociando com Adidas e Bwin os contratos de patrocínio do clube madrileno. Nesta terça-feira, após a apresentação oficial do jogador brasileiro, o presidente do clube, Florentino Pérez, irá se reunir com representantes das marcas para iniciar as tratativas.
Com a Adidas, por exemplo, o dirigente quer elevar o acordo de 40 milhões (R$ 109,5 mi) para 70 milhões de euros (R$ 191,7 mi) anuais. Quando Pérez assumiu o cargo pela primeira vez, em 2000, a fabricante esportiva pagava 9 milhões de euros (R$ 24 milhões) por temporada. O contrato de Cristiano Ronaldo com a Nike, no entanto, pode ser um entrave para o sucesso das negociações.
O caso da Bwin é mais complexo. A casa de apostas renovou o patrocínio ao Real Madrid pouco antes da chegada da nova diretoria, há dois meses. O novo acordo prevê o ingresso de 17 milhões de euros (R$ 46,5 mi) por temporada nos próximos dois anos. O atual presidente quer romper esse contrato e renegociá-lo tendo como base os novos contratados.
Já a Audi, que também patrocina o clube, também deverá ser alvo das investidas de Florentino Pérez. Segundo a imprensa espanhola, porém, a crise, que fez de bancos e montadoras suas principais vítimas, pode impedir que esse contrato seja "inflacionado".
O otimismo do comandante madrileno está baseado em sua primeira passagem pelo clube. Naquela ocasião, Pérez levou Zinedine Zidane, Luís Figo, Ronaldo, David Beckham, e conseguiu tirar o Real Madrid da 19° posição na lista dos clubes mais ricos do mundo, segundo a consultora Deloitte, e levá-lo à parte de cima da tabela.
Quando chegou ao comando do clube, há nove anos, o Real Madrid faturava cerca de 100 milhões de euros (R$ 273,9 mi). No ano passado, a soma foi de 366 milhões de euros (R$ 1,07 bi).
"Com Zidane também falavam que era a contratação mais cara. Foi o contrário, a mais barata. Nos permitiu passar da Teka à Siemens [antigos patrocinadores], ou seja, de 7 a 45 milhões de euros [R$ 19 mi a R$ 123 mi] de faturamento. É preciso alimentar o projeto esportivo desde o ponto de vista econômico, e isso só é possível com jogadores rentáveis e midiáticos", disse Pérez, em recente entrevista ao "El País".
Responsável por 37% do faturamento do Real Madrid na temporada passada, o contrato com a Mediapro, vigente até 2013, não deverá sofrer nenhuma alteração com a chegada da nova geração de "galácticos", assim como os acordos para a exploração do estádio Santiago Bernabéu.
Da Máquina do Esporte, em São Paulo
Depois de desembolsar 158 milhões de euros (R$ 432 milhões) nas contratações de Cristiano Ronaldo e Kaká em plena crise financeira mundial, o Real Madrid tentará equilibrar as contas renegociando com Adidas e Bwin os contratos de patrocínio do clube madrileno. Nesta terça-feira, após a apresentação oficial do jogador brasileiro, o presidente do clube, Florentino Pérez, irá se reunir com representantes das marcas para iniciar as tratativas.
Com a Adidas, por exemplo, o dirigente quer elevar o acordo de 40 milhões (R$ 109,5 mi) para 70 milhões de euros (R$ 191,7 mi) anuais. Quando Pérez assumiu o cargo pela primeira vez, em 2000, a fabricante esportiva pagava 9 milhões de euros (R$ 24 milhões) por temporada. O contrato de Cristiano Ronaldo com a Nike, no entanto, pode ser um entrave para o sucesso das negociações.
O caso da Bwin é mais complexo. A casa de apostas renovou o patrocínio ao Real Madrid pouco antes da chegada da nova diretoria, há dois meses. O novo acordo prevê o ingresso de 17 milhões de euros (R$ 46,5 mi) por temporada nos próximos dois anos. O atual presidente quer romper esse contrato e renegociá-lo tendo como base os novos contratados.
Já a Audi, que também patrocina o clube, também deverá ser alvo das investidas de Florentino Pérez. Segundo a imprensa espanhola, porém, a crise, que fez de bancos e montadoras suas principais vítimas, pode impedir que esse contrato seja "inflacionado".
O otimismo do comandante madrileno está baseado em sua primeira passagem pelo clube. Naquela ocasião, Pérez levou Zinedine Zidane, Luís Figo, Ronaldo, David Beckham, e conseguiu tirar o Real Madrid da 19° posição na lista dos clubes mais ricos do mundo, segundo a consultora Deloitte, e levá-lo à parte de cima da tabela.
Quando chegou ao comando do clube, há nove anos, o Real Madrid faturava cerca de 100 milhões de euros (R$ 273,9 mi). No ano passado, a soma foi de 366 milhões de euros (R$ 1,07 bi).
"Com Zidane também falavam que era a contratação mais cara. Foi o contrário, a mais barata. Nos permitiu passar da Teka à Siemens [antigos patrocinadores], ou seja, de 7 a 45 milhões de euros [R$ 19 mi a R$ 123 mi] de faturamento. É preciso alimentar o projeto esportivo desde o ponto de vista econômico, e isso só é possível com jogadores rentáveis e midiáticos", disse Pérez, em recente entrevista ao "El País".
Responsável por 37% do faturamento do Real Madrid na temporada passada, o contrato com a Mediapro, vigente até 2013, não deverá sofrer nenhuma alteração com a chegada da nova geração de "galácticos", assim como os acordos para a exploração do estádio Santiago Bernabéu.
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